- Filosofar sobre os problemas da humanidade e trazer propostas relevantes que um dia resolverão algum distúrbio gritante, como o buraco na camada de ozônio, o dilema "extinção dos políticos causará a conseqüente extinção de suas belas crias com mulheres famosas? (http://charges.uol.com.br/emails-comentados/2007/09/10/politicos-e-suas-crias)" ou a recuperação de forma e cabelos da Britney Spears;
- Divulgar descobertas interessantes a respeito de conhecimentos supostamente únicos nos quais as pessoas estejam supostamente interessadas, como "criação customizada de um serviço de persistência no Windows Workflow Foundation" ou "criando uma bomba usando Coca-cola, mentos e o seu irmãozinho caçula";
- Fazer auto-reflexões com relevância apenas individual que não tenham qualquer sentido para outros tipos de pessoas, como por exemplo aquelas que não são você.
No fim das contas percebo que a razão não é nenhuma das explicitadas. E me aparece então o Rodson, que em um comentário abaixo fala sobre "auto-exposição". Parei pra pensar: será que não é apenas isso que eu quero? Aparecer como qualquer pessoa que tem um orkut (eu tenho), um fotolog (hmm... esse não), etc?
Olha, eu acredito que não seja esse o motivo. Na verdade, me parece uma espécie de necessidade digital. Digital de "DEDOS" mesmo: os bichinhos querem ter um motivo insano para escreverem desesperadamente. Eu já pensei em ser massagista para acalmar essa vontade, mas infelizmente a sociedade corrente não vê essa profissão com bons olhos....
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Mas voltando ao assunto de auto-exposição, isto sempre me intrigou um pouco. Eu me lembro, há alguns anos, de quando a net estava no início e a mania era o IRC, como o Wedson comentou abaixo. Naquela época, parecia que a grande onda da internet era anonimato. Todo mundo pensava que podia tudo porque ninguém sabia mesmo quem estava atrás do teclado. E dá-lhe surfistas sarados no centro-oeste, loiras altas, curvilíneas e apetitosas, pessoas inteligentes, bonitas, sem timidez, que falam de tudo e tem opinião forte...
E a tecnologia melhora, bate-papo só com foto, cam e microfone. Pensei: está decretada a morte do bate-papo anônimo, o que vai reduzir o uso dessas ferramentas ao estritamente necessário. Ledo engano! ............ o que aconteceu foi que uma geração inteira de garotos e garotas com vontade de aparecer surgiu e invadiu a rede furiosamente, determinando todos os caminhos da interatividade na net! E junto com a garotada, todo esse pessoal antenado que sabe ganhar dinheiro vendendo areia no deserto.
Ninguém mais quer ser anônimo, muito pelo contrário. As meninas, com fotos cada vez mais insinuantes, com o nome estampado e com as vontades escancaradas. Os caras, fazendo maluquices bizarras e colocando no youtube (tá, isso é legal de ver mesmo :p).
Parece que ser anônimo perdeu a graça. O negócio é aparecer na TV, aparecer para os amigos, ser admirado por algum motivo que os outros concordem.
As pessoas só estão esquecendo mesmo de ser elas mesmas........
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E quanto aos happy hours, amigos.... não esqueçam deles, hein? Conversa mole virtual é legal, mas não molha a garganta e nem estreita as amizades. Se o mundo continuar como está, em pouco tempo, pernas serão como dentes cisos: terão que ser extraídas por falta de uso.....
Chega de conversa fiada por hoje. Em pouco tempo volto com um post perigosamente pseudo-intelectual e muito próximo de algo com um objetivo nobre....

4 comentários:
Importante essa questão de motivo nobre, muito mesmo. Ainda mais pelo esquecimento do sentido da palavra "nobreza". Hoje só se fala em ética, mais especificamente, na falta dela.
Eu conheço pessoalmente o blogueiro em questão, e posso afirmar que ele realmente procura motivos nobres - eu aprendi muito com ele.
A questão principal está nos valores, mesmo com a globalização, percebemos muito isso em cada país, cada cultura. Ai vc diz: "-Hoje todos estão iguais". Eu discordo. Quer um exemplo? Entra no youtube.com e olha os vídeos mais assistidos e depois entra no br.youtube.com e olha a mesma categoria. Sentiu alguma diferença?
Pois é. O problema é esse, as pessoas perderam o interesse por qualquer coisa que não seja putaria. As pessoas lêem cada vez menos, assistem filmes "cult" muito raramente, ouvem músicas "de conteúdo" só em aberturas palestras sociais (ou em movimentos de sindicatos) ;-p
Eu conheço gente que leu um livro pela última vez só no segundo grau, quando o professor obrigou, ou pra fazer vestibular (isso pros que não leram só os resumos).
"-E o que isso tem a ver?", vc me pergunta
Tudo, eu te respondo: a nossa vida é feita com base em referências. Qual a referência da massa? Isso, a TV. :-(
Onde tem exemplos de nobreza hoje em dia? Na novela das 8:00h?
Não, eu não sou anti-redeGlobo. Ta bom, sou sim. Mas não só dela. Já fazem uns 15 meses que não assisto TV. Não tem nada que me atraia, na boa. E cada vez que fico sabendo das imposições culturais/comportamentais/modais/etc.
Fico mais puto.
(Meu nível de desânimo com os meios de comunicação de massa é tamanho, que já pensei até que seria uma boa se voltasse a censura. Putz, eu disse isso mesmo? Tem noção?)
Algo está errado!
Sem me estender mais (estou no trabalho) e tenho que fazer valer o seus impostos. :-)
Isso é assunto pro conselho de ética. haiuahuiaha
Sem falar no caso Renan. Vontade mudar pra Ciméria.
Mudança, auto-exposição, nobrezas, Kibeloco...Renan.....furacão, terremotos, tsunamis e aquecimento global....xííí
É meus caros, o mundo está de pernas para o ar. PERAÍ, o que os fatores naturais têm a ver com o tema principal? sei lá, achei legal colocar isso aqui para fazer o leitor perder mais tempo já que tempo hoje em dia é algo que temos de sobra né?!
A verdade é que quando se fala em valores (exposição, gostos, etc), penso que uma atitude de transformação estaria ligada diretamente e este tema. Porém, cada dia mais acredito que os valores são abstrações de um conceito que vem sendo esquecido ao longo do tempo: a ética.
Há muito tempo, o mundo vive discutindo assuntos como motivação, metas, sucessos pessoais e profissionais, relacionamentos, trabalho em equipes - o monge e o executivo com sua pirâmide de Maslow - e por aí vai. Todos estes conceitos são baseados na Ética da Personalidade, baseando nas teorias de motivação repletas de consciências voltadas às aparências sociais, técnicas e soluções rápidas que mais se parecem com "aspirinas sociais" para problemas graves.
Se voltarmos a um tempo mais além, podemos ver que a base de formação do cidadão era a Ética do Caráter. Características como justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e a Regra do Ouro (fazer aos outros o que gostaria que fizessem com você).
Esta formação ensina que alguns princípios básicos para se ter proveito e sucesso na vida fazem com que as pessoas experimentam o sucesso quando elas conseguem interiorizar estes princípios ao seu caráter básico.
Hoje o que vimos por aí é que o sucesso é uma decorrência mais da personalidade do que do caráter da pessoa, ou seja, a imagem pública, as atitudes e comportamentos, as habilidades e as "técnicas de influência" são a chave do sucesso de um indivíduo na vida. Duvida disso? olhe em volta e veja o comportamento das pessoas que ocupam posição de destaque: seja na empresa, escola, religião, etc....há algo em comum em todos eles.
O fato é que as coisas poderiam ser diferentes, o crescimento deveria ser mais sólido e baseado em princípios éticos e de caráter. Cada etapa de crescimento deveria ser respeitada e tomar atalhos para o sucesso é tão perigoso quanto o próprio sucesso quando não se está maduro. Afinal de contas, o que é ser maduro? (falo sobre isso outra hora...).
Para se ter uma atitude de transformação, é necessário primeiro mudar a forma de ver o mundo, Stephen Corvey já dizia que "O problema é o modo como vemos o problema". Não existe decisão alguma que não se baseia em algum princípio que temos, portanto, mudar ou transformar, só é possível se antes de mais nada, mudarmos o interior, mudar nossos próprios paradigmas para que o reflexo dessa alteração seja repercutido em nossos comportamentos.
Basta analisarmos o quanto é trabalhoso mudar os hábitos, porém, nosso caráter é composto pelos nossos hábitos, nossos hábitos estão no cerne de tudo, eles representam nossas atitudes repetitivas e espontâneas, temos que cuidar muito bem deles para que nosso caráter seja o mais próximo do conceito "ganha ganha" ou seja, todos têm que ganhar, nem que eu tenha que abrir mão de alguma coisa.
Quando uma pessoa quer ser expor ou quer ser anônima, quando ela adora uma putaria na internet ou um programa como o Domingo Legal, podem ter certeza que é o manifesto de seu caráter. Analise seus hábitos e verás que existem mais coisas que poderiam ser diferentes. Estes comportamentos e atitudes refletem em todos os aspectos da vida da pessoa.
O que vemos hoje é uma sociedade caótica que transforma tiriricas, falcões e É-Tchan em celebridades e ainda acreditam que manter o Legislativo e Executivo no poder porque não vêem outra alternativa é a melhor forma de resolver os problemas....
Fala sério!
Tudo isso tem a ver com a aquisição da interdependência. Para alcançá-la, é preciso sair da dependência, saido da dependência alcançamos a independência e a interdependência é uma evolução acima da independência.
Para alcançarmos a independência, temos que primeiramente alcançar a vitória particular para depois, conseguirmos a vitória pública (sucesso reconhecido pelos outros) - interdependência. Temos que primeiro compreender para depois ser compreendido.
Creio que melhor do que uma conversa num barzinho seria uma partida de Street Fighter II, Mortal Kombat ou então uma de Winning Eleven no PS2 do NarizMal....quem sabe um CS para dar uns tiros nos amigos....hehehehehe
viram, eu tb sei tags html....
Vende-se um título de nobreza!
Interessados, favor tratar com Visconde de Sabugosa...
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